Carreira Despedaçada

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(divulgação)
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Proposta: Resenha sobre o filme “Shattered Glass”

“Shattered Glass” é um filme norte-americano lançado em 2003. O título em português é “O Preço de uma Verdade”. Baseado em uma história verídica, o filme é dirigido pelo Billy Ray e protagonizado por Hayden Christensen, ator que ficou famoso pela atuação como personagem principal na ficção científica Star Wars. Stephen Glass, personagem principal, foi um dos jornalistas mais jovens a se tornar extremamente requisitado em muito pouco tempo. Escrevia para a revista “The New Republic”, mas também trabalhava como freelancer para outras revistas de grande circulação, como a Rolling Stone. Suas reportagens eram fascinantes, mas o que todos não sabiam é que a maioria provinha da sua imaginação.

O propósito desse filme é mostrar como um jornalista consegue destruir a ética jornalística e ser admirado pelos colegas ao mesmo tempo (e por pouco tempo!) Enquanto o papel do jornalista é revelar e transmitira verdade à população, Stephen Glass publicava matérias fictícias como sendo verdadeiras. Ele apurava fatos antes de qualquer outro meio, afirmando ter boas fontes, quando na verdade a sua única fonte era a criatividade. Serve para mostrar que nem sempre se deve acreditar no que é veiculado, pois, às vezes, leitor pode ser vítima da vontade de uma promoção profissional.

O filme é obviamente recomendável para jornalistas e estudantes do jornalismo. Mostra claramente a rotina de uma agência de notícias, a trajetória da reportagem e o caráter pode ser encontrado nesse meio. Mas, de modo geral, é aconselhável que todos assistam para se conscientizar do poder da mídia e de que nem tudo que é veiculado por ela é verdadeiro. Além disso, o filme deixa claro para o espectador que o pecado capital, a soberba, se alastra na sociedade. A vontade de superar de qualquer forma, e não por mérito próprios, existe não só no mundo jornalístico, como também nos demais mundos humanos.

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Condutas filosóficas dos Jornalistas

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Proposta: Escrever um artigo sobre ética jornalística.

A ética jornalística determina como o jornalista pode agir diante de impasses comuns na sua carreira. Não é um princípio normativo, por isso é uma reflexão individual e a lógica própria que vão limitar a sua atuação como profissional.

Existem dois princípios intrínsecos que dão base às decisões éticas: a teleológica e a deontológica.

O primeiro explora as conseqüências das ações. É feita uma análise sobre qual opção resulta em um bem maior e possui o menor efeito colateral sobre os outros. O segundo afirma que a ética não está relacionado com resultados. O eu vale é o deon, ou seja, o dever. Uma ação será ética se ela se basear em princípios considerados universais. Ações que todos podem cometer.

Não há jornalista que usa com convicção apenas uma dessas correntes filosóficas. A teleologia deve prevalecer como fundamento na análise ética. Informação é direito de todos e o jornalista é o responsável pela sua divulgação. Deve ter cuidado com o que transmite, pois também é o responsável pelas conseqüências do que escreve. O jornal deve agir em benefício geral.

Tudo que é veiculado pela mídia é visto como verdade único e por isso gera impacto. É a reportagem que narra um fato e influencia o que vai acontecer posteriormente. Não basta seguir o princípio da verdade acima de tudo, se o resultado for caótico.

Há situações diferentes e o profissional deve ter claro o que é mais ou menos justo em cada caso. Não é optar entre o certo e o errado. Esses antagônicos passam a pertencer não só à ética como a uma discussão do âmbito criminalista.

A luta do jornalismo tem sido pela liberdade de expressão e pensamentos em favor da democracia. Mas essa liberdade tem limite e deve preservar valores básicos como a vida privada, a imagem e a honra. A lei de imprensa não se sobrepõe à lei humana. Por isso, escrever sem pensar nas consequências pode se tornar uma grande inconsequência.