Chico Xavier atrás as lentes

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O filme do Chico Xavier mostra como um longa metragem biográfico e nacional pode ter sucesso nas bilheterias. O longa conseguiu retratar uma vida tal como foi e desmistificar a vida de um médium espírita.. A história supera a expectativa por mostrar um homem muito além da sua espiritualidade. Era um homem que tinha como tarefa ser um correio entre dois mundos. Percebe-se nitidamente que o filme não é sobre a religião e sim sobre ele como pessoa. O diretor do filme, Daniel Filho, evitou uma abordagem sensacionalista. O que pode justificar a identificação de pessoas de diversas crenças ao personagem principal do filme.

fonte: divulgação

Há uma preocupação com a estética. Por exemplo, a primeira cena é embaçada, como se o espectador fosse o olho do Chico Xavier, após ele colocar gotas para a sua catarata. O diretor usa de cenas sobrepostas para mostrar a transição de idades. O Chico Xavier criança abaixa para colocar flores no túmulo da mãe. Ao levantar ele já é m jovem adulto. Essa passagem faz com que o espectador tenha uma visão da vida dele de forma contínua.

O formato do filme foi feito a partir de um debate realizado no extinto programa de televisão, o Pinga Fogo. A cada resposta que o personagem dá, surgem flashbacks com trechos da vida do Chico Xavier. O filme começa com sua infância no interior de Minas Gerais e vai até o momento em que se encontra no estúdio de televisão. Os flashbacks são lineares, mas a estrutura em si vai e volta da vida do Xavier ao programa. Isso garante o entendimento do espectador e mantém a dinamicidade.

A trama paralela está interligada com a história principal. O filme retrata um caso verídico em que uma carta psicografada foi usada para inocentar um acusado de homicídio. O filho do personagem do Tony Ramos morreu e sua esposa espera ter uma carta do filho. Acompanha-se ao longo da história principal, o drama que essa mãe passa e a paz que o médium proporcionou.

Há cenas de caráter cômico, que não dão credibilidade a certos acontecimentos. Mas, nos créditos finais aparecem cenas da verdadeira entrevista no programa Pinga Fogo e o próprio Chico Xavier comprovando as histórias relatadas ao longo do filme.

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Carreira Despedaçada

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(divulgação)
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Proposta: Resenha sobre o filme “Shattered Glass”

“Shattered Glass” é um filme norte-americano lançado em 2003. O título em português é “O Preço de uma Verdade”. Baseado em uma história verídica, o filme é dirigido pelo Billy Ray e protagonizado por Hayden Christensen, ator que ficou famoso pela atuação como personagem principal na ficção científica Star Wars. Stephen Glass, personagem principal, foi um dos jornalistas mais jovens a se tornar extremamente requisitado em muito pouco tempo. Escrevia para a revista “The New Republic”, mas também trabalhava como freelancer para outras revistas de grande circulação, como a Rolling Stone. Suas reportagens eram fascinantes, mas o que todos não sabiam é que a maioria provinha da sua imaginação.

O propósito desse filme é mostrar como um jornalista consegue destruir a ética jornalística e ser admirado pelos colegas ao mesmo tempo (e por pouco tempo!) Enquanto o papel do jornalista é revelar e transmitira verdade à população, Stephen Glass publicava matérias fictícias como sendo verdadeiras. Ele apurava fatos antes de qualquer outro meio, afirmando ter boas fontes, quando na verdade a sua única fonte era a criatividade. Serve para mostrar que nem sempre se deve acreditar no que é veiculado, pois, às vezes, leitor pode ser vítima da vontade de uma promoção profissional.

O filme é obviamente recomendável para jornalistas e estudantes do jornalismo. Mostra claramente a rotina de uma agência de notícias, a trajetória da reportagem e o caráter pode ser encontrado nesse meio. Mas, de modo geral, é aconselhável que todos assistam para se conscientizar do poder da mídia e de que nem tudo que é veiculado por ela é verdadeiro. Além disso, o filme deixa claro para o espectador que o pecado capital, a soberba, se alastra na sociedade. A vontade de superar de qualquer forma, e não por mérito próprios, existe não só no mundo jornalístico, como também nos demais mundos humanos.